A dádiva do tempo é um prazer que nem todos podemos ter. É uma melancolia.
A presença da minha alma, com os meus ossos marcados pela tua essência, é algo tão peculiar em que todo o tempo da física não parece suportar a saudade que causa às nossas partículas.
A presença da minha alma, com os meus ossos marcados pela tua essência, é algo tão peculiar em que todo o tempo da física não parece suportar a saudade que causa às nossas partículas.
Gostando de ti até à última célula que me controla, cada vestígio criado contigo nunca parece satisfazer a fome tão incrédula que reside dentro da minha vasta mente.
O tempo tão saudoso, arde e arde como se tivesse sido o próprio Lúcifer a ordenar essa injustiça para ocultar a felicidade que se poderia realizar se houvesse mais tempo. E queima, queima tanto como um cigarro ao vento.
É a dor que nos une. É o contraditório da paixão sangrenta, tão incorreta e inconsciente que está presente. Mas é tão bom. Oh, se é. As veias salientes, a temperatura fora do comum.
As teorias matemáticas com erros lógicos e todas as filosofias epicuristas entram em colapso, deixando a consciência fora do seu raciocínio. Se isto mesmo acontece, como é suposto não deixarmos o tempo controlar o nosso fado? É uma luta constante... Mas meu amor, a guerra tem destas coisas. Sobrevivência e querer viver. Querer amar. O fardo tão saudável que é teres alguém a teu cargo que possas realizar uma obra prima na pele.
Danças ao luar nas minhas virtudes. Consomes o silêncio dos meus demónios numa lua cheia onde nada mais consigo controlar. Controlas o tempo. Controlas os ponteiros do enigmático horizonte e traduzes em mim o melhor. E afirmo novamente: Consomes furiosamente à luz das tuas ideias como que se agarrasses o meu interior com a garra e a segurança que me ofereces tão bem. Sinto o aperto que se realiza.
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